set 22

As Top 100 Ferramentas de e-Learning

Em 2010, Jane Hart publicou no Slide Share uma lista com 100 ferramentas de e-Learning. Achei a lista bem organizada, onde consta algumas figurinhas carimbadas, como: Articulate, Camtasia, Dimdim (web conferência), e outros selecionadas pela autora, que já se dedica a alguns anos nesta iniciativa.  

A autora também convida os profissionais para contribuirem com a sua lista de 2011. Se desejar, acesse este canal para contribuir:

http://c4lpt.co.uk/top-tools/top-100-tools-for-learning-2011/

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mar 21

Cobertura On-line do “DE”: I Encontro Nacional de Tutores da EAD

O Blog “DE” realizou a cobertura on-line do I Encontro Nacional de Tutores da EAD, promovido pela ANATED. O evento foi realizado no dia 21/03, teve 4.000 inscritos, contou com 1.830 participantes online (o DE participou nesta modalidade) e 300 participantes presenciais (em Campinas).

Acompanhe neste PDF os melhores momentos.

Download

I Encontro Nacional de Tutores na EAD_Blog DE

O Blog “DE” parabeniza os organizadores do evento pela temática tratada.

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mar 16

Top 5 YouTube: Vídeos sobre o EAD e Design Educacional

Logo do YouTube

O “DE” fez um compilado de 5 vídeos no Youtube que falam sobre o EAD e o Design Educacional. Enjoy! 

 

1) Design Instrucional – 7 Décadas de história

 

2) The Instructional Design Process

 

3) História da EAD no Brasil (veiculado no Jornal Nacional)

4) Sobre o Instituto Monitor (uma das escolas mais tradicionas na EAD no País)

5) The Distance Education Experience at Harvard

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fev 23

As Competências do Designer Educacional (parte 3): viabilizar o trabalho coletivo

Nem sempre é fácil, mas faz parte das atividades do Designer Educacional viabilizar o trabalho coletivo. Obter o consenso é trabalhoso, mas os bons resultados podem surpreender a todos! 

 Por Renato de Amorim Gomes

Antes de ler este artigo, gostaria de compartilhar um vídeo bastante conhecido da área motivacional, chamado “Desafiando Gigantes”. Assista este pequeno trecho:

 

Neste terceiro artigo da série “Competências”, irei descrever outro grupo, com 12 atividades, citadas no Relatório de Atividades da CBO: C.Viabilizar o Trabalho Coletivo. Vale lembrar que nesta série, apresentei a Família do Designer Educacional e comentei, sob os aspectos da minha vivência profissional, sobre dois grupos de atividades do DE: A) Implementar a Execução do Projeto Pedagógico/ Instrucional e B) Avaliar o Desenvolvimento do Projeto Pedagógico/Instrucional.

Importante: como algumas atividades dentro deste grupo tinham relação entre si, agrupei algumas delas para uma discussão mais organizada e menos redundante.

 1) Criar mecanismos de participação/interação; 2) Criar espaços de participação/interação; 3) Organizar os espaços e os mecanismos de participação/interação: considerei didático agrupar estas três atribuições, uma vez que estão todas relacionadas a participação e interação. Sob o aspecto do trabalho coletivo, compreendemos por estas atividades que o trabalho do Designer Educacional envolve a comunicação com os seus interlocutores. Por mecanismos, compreendemos os meios formais e informais pelos quais o Designer Educacional irá se comunicar com a equipe (atas de reunião, reuniões semanais ou diárias, reunião de brainstorm etc) e por espaços os ambientes onde estas participações e interações ocorrerão, sejam eles físicos ou virtuais (sala de reunião, webconferência, etc). O fato de o Designer Educacional atuar na criação e organização destes mecanismos e espaços demonstra o seu papel de liderança nos projetos de EAD.

 4) Estruturar os tempos pedagógicos: este é um desafio para o Designer Educacional: como propor os tempos pedagógicos adequados para os projetos de EAD? Eu utilizo duas técnicas (talvez você tenha outras mais convenientes): antes do curso ser produzido, de posse do “material bruto” (em laudas do Word, por exemplo), você pode estimar o curso em página/horas aula. Veja esta tabela, extraída do “Guia do Professor Pesquisador EAD – Universidade Federal de Santa Maria, pg 10”. 

Guia do Professor Pesquisador EAD – Universidade Federal de Santa Maria, pg 10

 O “segredo” é procurar imaginar este conteúdo  sendo ministrado presencialmente (extraindo horas de intervalos). Já quando o curso está produzido, navego entre os módulos/unidades e “cronometro” o tempo de leitura em cada um deles. Você pode dividir por mais pessoas para cronometrar este tempo. Este foi o método que trouxe mais exatidão, mas é trabalhoso e tem a desvantagem de se obter o resultado somente após o curso estar produzido (não é conveniente quando este dado precisa ser divulgado com antecedência).

 5) Estimular a participação dos diferentes sujeitos; 6) Contribuir para que as decisões expressem o coletivo; 9) Criar e recriar normas de convivência e procedimentos de trabalho coletivo:  na equipe, haverão programadores, ilustradores, web designers, designers gráficos, conteudistas, o gerente de projetos, profissionais de qualidade, o cliente, entre outros. Certamente, todos têm contribuições importantes para o projeto e pontos de vistas peculiares por conta das suas vivências profissionais e pessoais. Estimular a participação dessas pessoas para coletar as informações sob várias perspectivas do projeto é fundamental, pois não são raras as situações onde a ausência da informação do programador, por exemplo, tem um impacto em toda cadeia de decisões do projeto, resultando em retrabalho. Portanto, além de estimular a participação de todos para se obter uma decisão, é importante que estas decisões expressem o coletivo (e não a opinião de maior influência, como por exemplo, do sponsor). Para tal, criar antes das reuniões normas para que cada um respeite a opinião do outro pode evitar conflitos e principalmente, que todos tenham perdido o seu tempo em uma reunião sem resultados.

 11) Formar equipes de trabalho; 7) Estimular a transparência na condução dos trabalhos: inspire-se num treinador de futebol quando esta atividade lhe for atribuída, imaginando as pessoas que tem melhor entrosamento e competências complementares. Feito isto, é importante que haja transparência nas atividades e colaboração mútua.  

8. Organizar reuniões com equipes de trabalho; 10) Planejar reuniões com equipes de trabalho: estas atividades são auto explicativas, mas ainda assim, é válido citar que  planejar a pauta das reuniões com antecedência e organizar a sua condução é a melhor forma de obter bons resultados.

12) Promover estudos de caso: colabore com seus colegas, falando sobre projetos que atuou, onde teve sucesso e principalmente, situações a serem evitadas. Promover estudos de caso também pode ser denominado de “Melhores Práticas”. Em falar nisso, quais sãos as suas?

Sempre é bom lembrar: pensar nas atividades do Designer Educacional requer refletir a sua aplicação, no mínimo, sob os seguintes aspectos: o tipo de instituição da Educação a Distância que o Designer Educacional atua (fornecedores, cursos livres, área acadêmica ou corporativa); qual o público-alvo (educação básica, educação profissional, educação de adultos); que tipo de modelo de Design Instrucional está sendo aplicado (design instrucional fixo ou flexível);qual a modalidade (e-learning síncrono, assíncrono, presencial ou blended). Estas atividades relacionadas pela CBO podem ser exercidas com maior ou menor intensidade, de acordo com estes aspectos.

No próximo artigo, falaremos de outro importante grupo de atividades do Designer Educacional, composto por 12 atribuições: Coordenar a (re) construção do projeto pedagógico/instrucional. Até lá!

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jan 16

As Competências do Designer Educacional (parte 2): Avaliar o Desenvolvimento do Projeto Pedagógico/Instrucional

Por Renato de Amorim Gomes

Nos artigos anteriores, apresentei “a Família do Designer Educacional” e comentei, sob os aspectos da minha vivência profissional, o primeiro grupo de atividades do DE: A) Implementar a Execução do Projeto Pedagógico/ Instrucional.  Neste artigo, irei descrever outro grupo de atividades que o Relatório de Atividades da CBO (Classificação Brasileira das Ocupações) aborda: B.Avaliar o Desenvolvimento do Projeto Pedagógico/Instrucional. Novamente, realizei um “exercício de auto-reflexão” para discutir o que compreendi sobre as 14 atividades que compõe este grupo.

Em breve, o “DE” abrirá espaço para discussão destes temas nas suas redes sociais, pois compreende que cada uma destas atividades pode ganhar novas interpretações pelos contextos profissionais de cada pessoa. Aguarde!

1. Construir sistema de avaliação: entendido também por “processos de avaliação”, desenhar e construir sistemas compostos por indicadores e avaliações é um dos papéis do Designer Educacional. Segundo Maria Helena Guimarães de Castro, Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (autarquia vinculada ao Ministério da Educação): “a ênfase em processos de avaliação é hoje considerada estratégica como subsídio indispensável no monitoramento das reformas e das políticas educacionais”. Como exemplo macro de um sistema de avaliação, podemos citar o conjunto de processos para avaliar o ensino em nosso País: ele é composto pela avaliação da educação básica, pelo Exame nacional de cursos (Enade), censo escolar, censo do ensino superior, censo do professor, além de índices como o Ideb (índice de desenvolvimento de educação básica). Este exemplo pode ser aplicado também em instituições corporativas que necessitam avaliar o desempenho dos seus colaboradores: para tal, é necessário desenhar um sistema de avaliação para que o levantamento ocorra.

(Consulte: www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me000110.pdf e Agência Brasil)

2. Construir instrumentos de avaliação: os sistemas de avaliação são considerados o “modelo macro”. “Para este sistema funcionar, são necessários “instrumentos” de avaliação”, ou seja, o “veículo” que o público será submetido para fornecer as respostas requeridas. Podemos citar pelo menos três tipos fundamentais de avaliação, segundo o famoso teórico Benjamim Bloom: avaliação diagnóstica, somativa e formativa. Em suma, a avaliação diagnóstica envolve a determinação do domínio dos alunos nos conhecimentos necessários para se iniciar uma atividade de ensino; a somativa fornece feedback a professores e alunos acerca do que o aluno aprendeu (ou necessita aprender), além de aspectos da instrução que precisam ser modificados; já a avaliação somativa envolve a verificação do que os alunos assimilaram do conteúdo de um curso.

3. Valorizar experiências pedagógicas significativas: a teoria da “aprendizagem significativa” de David Paul Ausubel se enquadra bem nesta atribuição do Designer Educacional: escolher as estratégias didáticas que façam ligação a algo já conhecido pelos alunos, de forma que o novo conhecimento adquirido interaja e conecte-se aos conhecimentos “âncora” da pessoa.  Desta forma, recomenda-se evitar experiências pedagógicas que tragam a aprendizagem mecânica (o famoso “decoreba”).

4. Detectar eventuais problemas educacionais: a detecção de problemas educacionais é uma das atividades primordiais do DE. No famoso modelo ADDIE (Analyse, Design, Development, Implemention, Evaluation), isto se refere ao primeiro “A”: Analyse – levantamento das necessidades educacionais, identificação do público-alvo e determinação dos objetivos instrucionais. Uma vez detectados problemas educacionais, parte-se para a proposta de soluções.

5. Propor soluções para problemas educacionais detectados: após detectado os problemas educacionais, cabe ao Designer Educacional “projetar”, ou seja, aplicar o “D” do Modelo ADDIE (Design): esta etapa abrange o sequenciamento dos conteúdos a serem trabalhados, a definição das estratégias para alcançar os objetivos instrucionais e a seleção das mídias mais apropriadas para atingir o público-alvo.

6. Assegurar-se da consonância da concepção de avaliação com os princípios do projeto pedagógico: verificar com responsabilidade se a avaliação desenvolvida está coerente com os objetivos educacionais é uma atribuição do Designer Educacional.

7. Avaliar o desempenho das classes/turmas: a monitoração do progresso dos alunos é fundamental, pois por esta avaliação o Designer Educacional poderá ajudar os alunos a superar eventuais dificuldades, possibilitando que eles permaneçam nos estudos.

8. Avaliar o processo de ensino e de aprendizagem: o Designer Educacional poderá analisar um processo de ensino e aprendizagem e verificar se está ocorrendo de forma satisfatória. Se não estiver, poderá propor o “redesign” do Projeto Pedagógico/Instrucional, ou aplicar outra ação que julgar necessária para melhorar o processo de ensino e aprendizagem.

9. Verificar o cumprimento das metas: o Designer Educacional deve supervisionar e corrigir trabalhos, informando os estudantes, gradativamente, acerca dos seus sucessos. Lembrando que isto poderá ocorrer de forma assíncrona (nos feedbacks dos cursos auto-instrucionais, e-mails – ou síncronos, em webconferências, etc).

10. Participar da avaliação proposta pela instituição: assim como os agentes em um projeto de EAD se submetem a avaliação, o Designer Educacional também poderá ser requerido para participar de uma avaliação, visando melhorar as suas práticas.

11. Avaliar a implementação de projetos educacionais: quando um projeto educacional é implementado, é necessário verificar as boas práticas de implementação, bem como lições aprendidas que não devem ser repetidas nos próximos projetos educacionais. A exemplo disso, imagine a situação de um projeto de e-Learning implementado em uma organização: notou-se que a ausência de um profissional para validar o conteúdo na etapa do Design trouxe retrabalho na fase de desenvolvimento. Uma vez isto identificado, é possível tomar uma ação preventiva no próximo projeto.

12. Participar das avaliações externas: quando o projeto educacional precisa ser avaliado, cabe ao Designer Educacional participar da elaboração destas avaliações,  de forma a obter dados que possam redirecionar o trabalho realizado.

13. Elaborar projetos de recuperação de aprendizagem: o Designer Educacional deve elaborar formas de recuperar a aprendizagem dos alunos. Para tal, ele constantemente deve disponibilizar tarefas que incentivem a fixação e a construção do conhecimento. Para exemplificar, a utilização de uma “Revisão” ao final de uma unidade de aprendizado, ou exercícios que auxiliem na assimilação, são formas de resgatar a aprendizagem dos alunos antes da avaliação formal.

14. Analisar resultados das avaliações: a análise das avaliações permitirá a Instituição tomar decisões a respeito do sistema educacional utilizado. O Designer Educacional poderá colaborar na interpretação dos  resultados destas avaliações.

Importante:

Pensar nestas atividades do Designer Educacional requer refletir a sua aplicação, no mínimo, sob os seguintes aspectos: que tipo de instituição da Educação a Distância o Designer Educacional atua (fornecedores, cursos livres, área acadêmica ou corporativa)?; qual o público-alvo (educação básica, educação profissional, educação de adultos)?; que tipo de modelo de Design Instrucional está sendo aplicado (design instrucional fixo ou flexível)?;qual a modalidade (e-learning síncrono, assíncrono, presencial ou blended)? Estas atividades relacionadas pela CBO podem ser exercidas com maior ou menor intensidade, de acordo com estes aspectos.

No próximo artigo, falaremos de outro importante grupo de atividades do Designer Educacional, composto por 12 atribuições: Viabilizar o Trabalho Coletivo. Até lá!

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jan 06

As Competências do Designer Educacional (parte 1): a Implementação da Execução do Projeto Pedagógico/Instrucional

Por Renato de Amorim Gomes

Como já discutimos no artigo “a Família do Designer Educacional no Brasil”, a primeira área que o Relatório de Atividades da CBO (classificação brasileira das ocupações) aborda chama-se: A. Implementar a Execução do Projeto Pedagógico/Instrucional. Esta área possui 11 atividades, a saber:

1.Acompanhar o desenvolvimento do trabalho docente/autor

2.Assessorar o trabalho docente

3.Administrar a progressão da aprendizagem

4.Acompanhar a produção dos alunos

5.Elaborar textos de orientação

6.Produzir material de apoio pedagógico

7.Observar o desempenho das classes

8.Sugerir mudanças no projeto pedagógico

9.Administrar recursos de trabalho

10.Organizar encontro de educandos

11.Interpretar as relações que possibilitam ou impossibilitam a emergência dos processos de ensinar

Importante!

Pensar nestas atividades do Designer Educacional requer refletir a sua aplicação sob os seguintes aspectos: que tipo de instituição da Educação a Distância o Designer Educacional atua (fornecedores, cursos livres, área acadêmica ou corporativa)?; qual o público-alvo (educação básica, educação profissional, educação de adultos)?; que tipo de modelo de Design Instrucional está sendo aplicado (design instrucional fixo ou flexível)?;qual a modalidade (e-learning síncrono, assíncrono, presencial ou blended)?

Estas atividades relacionadas pela CBO podem ser exercidas com maior ou menor intensidade, de acordo com estes aspectos. Exemplo: a atividade 6. Produzir material de apoio pedagógico é amplamente exercida por Designers Educacionais que atuam em Fornecedores de Produtos e Serviços de Educação a Distância, ao passo que a atividade 7. Observar o desempenho das classes pode ser amplamente aplicada por DEs que atuam em Instituições Acadêmicas.

Discutirei o que compreendi sobre estas atividades, observando alguns dos aspectos citados sob a minha vivência profissional:

1.Acompanhar o desenvolvimento do trabalho docente/autor: quando o Designer Educacional atua em um programa complexo de desenvolvimento  de conteúdos, ele pode orientar e ajudar a estabelecer padrões para que os vários conteudistas (SMEs – Subjects Matters Experts) tenham uma “linha mestra” de desenvolvimento. Exemplo: numa universidade, uma equipe com vários docentes realizam simultaneamente o desenvolvimento dos conteúdos de suas respectivas disciplinas. Cada qual pretende realizar da sua forma a estruturação do conteúdo. Para garantir um mínimo “denominador comum” entre os materiais, o Designer Educacional pode propor aos SMEs uma estrutura básica a ser utilizada. Seguir os nove eventos externos que influenciam no aprendizado do Dr. Robert Gagné pode ser uma boa alternativa!

Os nove eventos externos que influenciam no aprendizado são:

*Obter a Atenção

*Informar os Objetivos para os Estudantes

*Estimular a recuperação de conhecimentos prévios

*Apresentar o material instrucional

*Providenciar a orientação da aprendizagem

*Obter gradualmente o desempenho do estudante

*Oferecer retorno sobre o desempenho

*Avaliar o desempenho

*Aumentar a retenção e a transferência

Fonte: Principles of Instructional Design

2. Assessorar o trabalho docente: muitas vezes, o conteudista que detêm um alto grau de conhecimento sobre um assunto apresenta dificuldades na transposição do conteúdo que está em sua “cabeça” para o “papel”. O Designer Educacional pode contribuir com este especialista, indicando uma “categorização didática” dos assuntos que o especialista poderá abordar. Exemplo: indicar ao conteudista sobre a necessidade de escrever “exemplos”, “sugestões de leitura” (saiba mais), “curiosidades”, destacar pontos “importantes” no conteúdo, apresentar “estudos de casos”, entre outros. Esta é uma categorização de conteúdos, sob aspectos de relevância!

3. Administrar a progressão da aprendizagem: o Designer Educacional deve tomar decisões durante um curso com base nos dados de progressão que estão sendo apresentados pelos alunos. Exemplo: em um curso a distância, o Designer Educacional percebe que o grupo de 12 alunos, de uma turma de 30, não estão realizando as atividades propostas. Com base nestes dados, ele poderá tomar a decisão de manter contato com estes alunos e ajudá-los pontualmente, ou mesmo modificar o projeto pedagógico para obter maior retorno.

4. Acompanhar a produção dos alunos: em um modelo onde o DI atua com a tutoria, uma das suas responsabilidades é a de acompanhar os alunos no desenvolvimento das suas atividades. Se for proposto uma atividade, é importante oferecer instrumentos de feedback aos alunos. Exemplo: foi proposto ao aluno o desenvolvimento de um resenha critica, que deverá ser devolvida via ambiente virtual. O Designer Educacional/tutor deverá acompanhar a produção deste aluno, fornecendo o feedback necessário.

5.Elaborar textos de orientação: o desenvolvimento de guias de orientação, programação das aulas, tutoriais de acesso, manuais de ajuda e boas-vindas ao curso se enquadram nesta atividade. Exemplo: o aluno tem acesso durante 2 meses em um curso e você produz um “cronograma de estudos”, propondo que realize o estudo dos materiais em cada uma das 8 semanas previstas. Alunos que possuem grau elevado de disciplina talvez estabeleçam seu próprio ritmo, mas alunos que preferem uma programação poderão seguir a sua proposta.

6.Produzir material de apoio pedagógico: esta é, sem dúvida, uma das mais lembradas atividades do Designer Educacional. Os materiais de apoio pedagógico podem ser desenvolvidos para o formato analógico (livros e manuais didáticos para os alunos, material de apoio para o instrutor, etc) ou digital (Curso on-line auto-instrucional, CDROM, Rapid Learning, Game, etc). Esta atividade requer competências de produção multimídia do Designer Educacional, uma vez que estes materiais serão resultantes de um processo produtivo com uma equipe multidisciplinar, que agrega profissionais de web design, diagramadores, ilustradores, programadores, conteudistas, etc. Se for um modelo de Rapid Learning, poderá ser requerido ao Designer Educacional a produção autônoma do material de apoio pedagógico. Aqui, vale citar algumas recomendações de design: criação de identidade visual, iconografia coerente com o curso, adequação de formato para atender alunos que preferem estudo offline (impressão) ou online (com acessibilidade, boa navegabilidade e usabilidade), recursos visuais e auditivos coerentes com a tecnologia disponível pelos alunos e pelos seus canais de percepção.

7.Observar o desempenho das classes: acompanhar turmas tem sido uma das atividades dos Designers Educacionais no nível de tutoria. A partir de relatórios gerados pelos AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem), poderão ser propostas atividades diferenciadas. Exemplo: nota-se que numa determinada turma de alunos, há grande interação no fórum. Este é um ambiente “propicio” para aplicar atividades em grupo, pois os alunos estão “virtualmente amadurecidos” para utilizarem sistemas de mensageria eletrônica e outros recursos síncronos. Ao contrário, quando nota-se baixa interação e diálogo dos alunos em ambientes assíncronos (fóruns e emails), esta mesma situação pode ocorrer num ambiente síncrono.

8. Sugerir mudanças no projeto pedagógico: um projeto pedagógico pode não apresentar os resultados esperados pela instituição e pelos alunos. Neste caso, com base em levantamentos de avaliações de reação e somativas, é interessante mudar a estratégia pedagógica. Exemplo: nota-se que os alunos apresentaram baixo desempenho em uma determinada matéria ministrada on-line, de forma assíncrona. Após análise, verificou-se que o material era demasiadamente textual e não agregava outros elementos multimídia para explanações (infográficos, fotografias, ilustrações, animações didáticas, vídeos). Após o “redesign” deste material, com uma editoração com mais recursos visuais e bem arejados, percebeu-se melhor desempenho dos alunos.

9. Administrar recursos de trabalho: dentre os recursos de trabalhos a serem administrados, podemos citar os recursos humanos (equipe de arte, programadores, diagramação, revisão e produtores de áudio e vídeo ), recursos de tecnologia (softwares de autoria, design, gerenciamento) e  recursos de conteúdo (banco de imagens, de objetos de aprendizagem, vídeos e  áudios).

10. Organizar encontro de educandos: proporcionar momentos síncronos entre os alunos, por meio de reuniões em chat, webconferência com vídeo e voz, sistemas de mensageria eletrônica, estabelece a sensação de companhia num curso on-line. Prever e proporcionar estes momentos, quando forem possíveis e se encaixarem na estratégia didática, é uma das importantes atribuições do Designer Educacional.

11.  Interpretar as relações que possibilitam ou impossibilitam a emergência dos processos de ensinar: existem situações em que o processo de ensino merece atenção especial, pois o baixo desempenho em uma tarefa por conta da falta de competências pode acarretar resultados negativos para uma organização. Diante disto, cabe ao Designer Educacional  interpretar se o problema educacional ocorre, de fato, pela ausência de uma solução instrucional ou está sendo acarretado por outros fatores. Exemplo: um grupo de funcionários não está satisfeito com a sua remuneração, e diante disto, tem desempenhado mal suas atividades. É o tipo de problema “motivacional” que a solução instrucional não poderá equacionar sozinha.

No próximo artigo, falaremos de outra importante área de atuação do Designer Educacional, composta por 14 atividades: Avaliar o Desenvolvimento do Projeto. Até lá!

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jan 04

A Família do Designer Educacional no Brasil

Durante um bom tempo, me senti um pouco “órfão” na ocupação de Designer Educacional. Sempre me perguntava: afinal, a qual família pertencemos? Será a categoria dos Designers, Professores, dos Profissionais de T&D (Treinamento e Desenvolvimento), Redatores ou Roteiristas? O Ministério do Trabalho, pela CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), definiu em março de 2008 a ocupação do Design Educacional e a sua “nova” família:

 Código da Família Título
2394 Programadores, avaliadores e orientadores de ensino
2394-05 – Coordenador pedagógico
2394-10 – Orientador educacional
2394-15 – Pedagogo
2394-20 – Professor de técnicas e recursos audiovisuais
2394-25 – Psicopedagogo
2394-30 – Supervisor de ensino
2394-35 – Designer educacional – Desenhista instrucional, Designer instrucional, Projetista instrucional
Fonte: http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/ResultadoFamiliaCaracteristicas.jsf 

No desenvolvimento da descrição da ocupação do “design educacional”, participaram 28 profissionais, representando 26 Instituições (acadêmicas, corporativas e governamentais). Embora já esteja claro para muitas organizações a nomenclatura design instrucional, foi consenso entre os participantes da descrição da CBO o emprego do termo “Design Educacional”. Leia o comentário de Adriano Teles, um dos participantes responsáveis pela descrição na CBO, sobre o processo de decisão da equipe da CBO (Classificação Brasileira das Ocupações) pela nomenclatura “Design Educacional”:

Adriano Teles*, Designer Educacional

“Foram convidados designers instrucionais de diversas organizações, de vários estados do País para a reunião de covalidação da famíla ocupacional 2394. Este grupo discutiu o posicionamento do profissional de design instrucional dentro da família ocupacional, com base nas atividades desenvolvidas por estes profissionais. Uma das discussões foi sobre a melhor designação para este perfil profissional. Após algumas considerações, concluímos que o termo Designer Educacional se enquadrou melhor dentro da realidade brasileira, não só por dar a correta medida do trabalho educacional realizado, mas também por tirar aquela “impressão” que o termo instrucional tem junto aos profissionais de educação no Brasil. Os Designers Instrucionais também são profissionais de educação e podem, a partir deste importante passo que foi dado, firmar uma sólida posição no mercado de trabalho brasileiro.”

 Adriano Teles também colabora para o blog “DE”.

É válido dizer que o aspecto semântico do termo “Design Instrucional” sempre foi muito debatido. O termo “instrucional”, por exemplo, deriva de “Instructional Designer”, como a profissão é reconhecida no exterior. Mas, e a palavra “design”?

Curiosidade

Se buscarmos a etimologia da palavra, veremos que o termo “design” deriva da palavra em latim designare (significa indicar), oriunda do francês designer (designar, desenhar), e posteriormente adaptado para o inglês design. Segundo o dicionário Houaiss, “Design é o resultado de um processo técnico e criativo relacionado a especificação (configuração, concepção, elaboração) de forma e funcionalidade de um produto”. 

Comece a observar ao seu redor e procure pela palavra “design”. Você não irá demorar muito para encontrar esta palavra em outras atividades profissionais, como por exemplo: Design Editorial, Design de Produtos; Design de Interiores; Design de Moda; Design de Games; Design Gráfico, Web Design etc.

Ao falar um pouco desses nossos “parentes” na área de design (alguns mais próximos e outros bem distantes), quero dizer apenas o seguinte: NÃO ESTAMOS SÓS! Existem muitas outras atividades na família de design (com objetivos diferentes ou complementares aos nossos), e saber disso é compreender que muitas técnicas amadurecidas em outras “escolas do design” podem ser úteis à nossa ocupação. Todos estes profissionais aplicam design com objetivos distintos: entretenimento, decoração, estilo etc. No nosso caso, aplicamos o design para fins educacionais.

Mais do que a determinação da família e titulação, a grande contribuição da Classificação Brasileira das Ocupações foi o Relatório de Atividades do Design Educacional no Brasil. O relatório proposto divide-se em 9 áreas, que totalizam 134 atividades, a saber:

A.Implementar a Execução do Projeto Ped./Instrucional: 11 atividades
B.Avaliar o Desenvolvimento do Projeto: 14 atividades
C.Viabilizar o Trabalho Coletivo: 12 atividades
D.Coordenar a (Re) Construção do Projeto Ped./Instrucional: 12 atividades
E.Elaborar Projeto Instrucional: 17 atividades
F.Desenvolver Projeto Pedagógico/Instrucional: 16 atividades
G.Promover a Formação Contínua dos Profissionais: 14 atividades
Y.Comunicar-se: 10 atividades
Z.Demonstrar Competências Pessoais: 28 atividades

Antes de falar sobre cada um destes grupos de atividades, é necessário refletirmos sobre as funções do Designer Educacional nas quatro diferentes categorias de instituições que praticam Educação a Distância no País. O Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil (Censo EAD.br), organizado pela ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) sugere quatro categorias de instituições no EAD:

1) Fornecedores de produtos e serviços para instituições que praticam EAD;

2) Instituições que praticam cursos livres;

3) Instituições credenciadas pelo Sistema Nacional de Educação – Ministério da Educação (MEC) e Conselho Nacional de Educação (CNE) – nos níveis de graduação e pós-graduação;

4) Empresas que praticam educação corporativa na formação de seus próprios funcionários e colaboradores.

Se pensarmos desta forma, ficará mais fácil entendermos como e onde o Designer Educacional aplica estas atividades. Discutiremos isto num próximo artigo, até lá!

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dez 29

Top Redes Sociais Design Educacional / e-Learning 2010

O “DE” fez um levantamento das redes sociais que mais agregaram profissionais de Design Educacional e profissionais de EAD em 2010 (até a data de 29/12). Confira, avalie e faça parte (se desejar):

LINKEDIN

  •  e-Learning Guild: possui 13.981 membros.Discussões em inglês.
  • Instructional Design & E-Learning Professionals’ Group: 9.368 membros. Discussões em inglês
  • Design Education: 1.423 membros.Discussões em inglês

ORKUT

  • Educação a Distância – EAD: 11.517 membros. Discussões em português.
  • EaD – Educação a Distância |BR: 4.595 membros. Discussões em português.
  • E-learning Brasil: 2.229 membros. Discussões em português.
  • Design Instrucional para a EAD: 532 membros. Discussões em português.
  • Instructional Designers: 334 membros. Discussões em inglês.

FACEBOOK

  •  Instructional Designers: possui 995 membros.Discussões em inglês.
  • Instructional Design & E-Learning Professionals’ Group: é a mesma rede do linkedin. Possui 474 membros.Discussões em inglês.
  • Educação a Distância: possui 133 membros. Discussões em português.

Observação

O “DE” avaliou, principalmente, a quantidade de participantes em cada grupo para estabelecer este ranking. Enjoy!

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out 15

E-Book Gratuito: Learning Perspectives 2010, por Elliott Masie e Nigel Paine

Organizado por Elliott Masie e Nigel Paine, o e-book “Learning Perspectives 2010″ traz a contribuição de 40 renomados especialistas sobre o futuro do aprendizado. Destacam-se entre os colaboradores desta obra: Julie Clow (Google), Allison Anderson (Intel) e Michael Gilmore (National Nuclear Security Administration).

O E-book está sob a licença “FREE” do Creative Commons (disponível para impressão e e-book PDF), possui 148 páginas e está dividido em 4 seções: a primeira trata dos novos paradigmas do aprendizado, a segunda traz 30 perspectivas para o aprendizado eletrônico (e-Learning), a terceira apresenta estudos de caso de diversas organizações e a quarta traz um balanço de todos os capítulos, feito por Elliott Masie e Wayne Hodgins (autor do “Beyond Learning” – Além do e-Learning).

Aos Designers Instrucionais: recomendo a leitura e, para uma leitura dinâmica, utilizem o buscador do PDF com a palavra “instructional”. Vocês observarão textos interessantes sobre a nossa área e o quanto esta ocupação é valorizada “lá fora”!

E-BOOK:

http://learning2010.com/ebook

http://www.learning2010.com/images/stories/learning%20perspectives%20ebook.pdf

Enjoy!

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